Gestão Educacional

A importância da gestão educacional nas escolas
Educadores já discutem gestão como fator fundamental nas instituições de ensino.

A palavra gestão é sinônima de administração. Toda e qualquer empresa necessita de uma administração, mas a prática gerencial pode ser muito mais abrangente atingindo as instituições educacionais. Daí vem a tão falada Gestão Educacional. Com o objetivo de propiciar às instituições de ensino uma administração eficiente, que colabore qualitativamente para as demais atividades desenvolvidas, a área de Gestão Educacional vem ganhando cada vez mais espaço dentro dessas instituições, superando o antigo pensamento que apenas empresas necessitavam de gestão e que as escolas e demais instituições educacionais não deveriam utilizar desse tipo de perspectiva. A gestão escolar como é concebida atualmente, perpassa por uma transformação. Dela, participam os seguintes integrantes: diretor de escola, coordenador pedagógico, assessor pedagógico, orientador educacional e vocacional, supervisor educacional e gestor de sala de aula e todos os funcionários. Estes profissionais estão envolvidos para efetivar uma unidade de ação no estabelecimento de ensino, voltada para a construção de excelência, em torno dos seus objetivos.
Assim, a gestão educacional pode envolver uma gestão participativa, democrática e educativa. Nesse contexto, é válido destacar que a família também tem um papel importante dentro deste conjunto de gestores. Todos estes elementos fazem parte da gestão escolar e a cada uma destas pessoas cabe uma função. Juntas, elas planejam as avaliações, métodos didáticos, eventos. Enfim, tudo o que estiver relacionado ao processo de ensino/aprendizagem. E este planejamento é feito através do Projeto Político Pedagógico (PPP), que tem o objetivo de orientar a todos, inclusive as famílias, tanto na construção quanto da aplicação efetiva das ações. “A gestão é o carro-chefe de toda e qualquer instituição educacional. Mas hoje, identificamos que muitas pessoas não sabem de sua importância e de sua visibilidade. A gestão tem que ter uma visão global e específica, e nós sentimos que ainda está bastante fragmentado. Uma das dificuldades que observo é que a responsabilidade da gestão não está nas mãos das pessoas corretas, pois são poucas pessoas que estão capacitadas para trabalhar com isso”, afirma a professora Zenilda de Abreu Cavalcante.
Para que a escola melhore a sua Gestão Educacional e supere os entraves acima destacados, a educadora Francinete Braga Santos faz algumas recomendações. “E preciso uma atualização contínua, pois quando todas as potencialidades são desenvolvidas, tudo evolui. Falta mais ousadia nos profissionais da educação, ou seja, é preciso que eles avancem em todos os sentidos do conhecimento e da pesquisa. Não esperar que alguém faça algo e, também, criar algo novo”, afirmou. Segundo ela, ainda existem dificuldades nas instituições em trabalhar a questão da Gestão Educacional. “A educação, assim como a sociedade, passa por grandes mudanças. E é preciso se adaptar a essas mudanças. Para isso é necessário rever a gestão das empresas como um todo, em especial das escolas, já que, hoje, recai na formação humana, uma formação mais holística. O ser humano precisa ser conhecedor dos seus direitos e deveres, e contribuir para a solução dos problemas que afligem o mundo. E o gestor é o grande articulador desta mudança”, ressaltou a educadora.
Para Francinete Braga não há mais como fugir da realidade de que a escola é uma empresa. “A empresa tem os seus princípios, sua organização e seus fundamentos. Com isso, podemos dizer que a escola é de fato uma empresa. Agora, o gerenciamento desses processos tem que prever que é uma empresa diferente, até porque lida com pessoas e com as suas formações. E são essas pessoas que voltarão para a sociedade para dar a sua contribuição”, explicou a educadora que está, pela segunda vez, na organização da II Conferência de Gestão Educacional, que acontece em setembro e terá importantes palestrantes na abordagem do tema.

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Estes textos destinam-se a educadores que buscam relacionar a teoria e a prática, tendo como objetivo principal fazer a diferença no contexto escolar, envolvendo o comprometimento e a ética profissional.
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