A Gestão Escolar e Seus Desafios

Enquanto agentes e educadores imbuídos do desejo peculiar na análise do comportamento de gestores face ao ensino-aprendizagem, convém ressaltar que o conhecimento é imensurável dentro do contexto da metodologia do ensino e do conteúdo programático a que muitos estão de certa forma submetidos.
Por outro lado, a revisão de certos conceitos acadêmicos faz com que diretores (as), supervisores (as) e pedagogos (as) se sintam de alguma forma, desmotivados (as) quando na implantação de uma metodologia didática e estruturante e daquilo que foi exaustivamente debatido durante a longa jornada em sala de aula. Uma vez amplamente discutido de alguma forma, tendo como primeiro plano o riquíssimo acervo bibliográfico, fonte do aprendizado e da experiência adquirida. 
Neste prisma a Educação deve ser encarada como um desafio constante na busca de novas oportunidades e ferramentas ideais na inserção do conteúdo programático, embasado na normatização em vigor e/ou àquilo que a próprio ensino deixa como legado aos profissionais da área.
Necessário se faz romper paradigmas e analisar, planejar e desenvolver projetos pedagógicos que sirvam como fundamento para que a Educação seja repensada de forma crítica, sem o deslumbramento inicial de que obstáculos serão transpostos sem pouca ou nenhuma dificuldade. 
Convém reconhecer o papel do gestor escolar como de fundamental importância não apenas como coordenador de uma instituição, mas, sobretudo como dinamizador das atitudes e do comportamento de todos que o cercam. É imprescindível antever os mecanismos disciplinadores que são o fortalecimento desse elo tão importante na definição das metas diárias, como objeto principal do projeto pedagógico da própria escola.
Sensato seria termos uma Educação justa e que desenvolvesse o senso de equidade de seus membros, formando um ser humano com a auto-estima elevada, crítico, consciente, digno, engajado, solidário, dinâmico, participativo, habilidoso, qualificado, responsável, respeitador e espiritualizado.
Esta Educação tão debatida deve ser vista e revista como um processo comum do ser humano íntegro e integral, que dê valor aos pequenos talentos e progressos e, que trabalhe com conteúdos significativos e, substancialmente, que jamais deixe de buscar meios interessantes para executar todas essas tarefas para muitos, dispendiosas.
Educação ideal é aquela que desenvolve habilidades, aquela cuja pedagogia funda-se na união e cooperação. Educar implica inserir a escola na sociedade, discutindo as interferências de uma para a outra e, também decidir quais são efetivamente os conteúdos pertinentes a serem trabalhados na escola e de que forma isto poderá ser feito.
Abrir espaços pedagógicos para abordar de fato a nossa cultura brasileira, nada mais é que uma questão ética que precisa estabelecer-se na escola, aquela que se revela contra as manifestações discriminatórias de raça, gênero, classe, cultura, credo, dentre outros.
 Apesar deste enfrentamento com a realidade, a presente expectativa de reconhecermos a dimensão histórico-cultural (sempre inacabada) do próprio processo de aprendizagem da história da humanidade, é fato notório. Esta “realidade” do mundo e do homem – não pode ser mais analisada sob o ponto de vista linear.
É preciso reconhecer as contradições que mobilizam os homens, a história e a cultura dentro dessa realidade. Portanto não se trata de ordenar e classificar os fragmentos de histórias, mas, reconhecer os bastidores deste cenário, apontando limites e desafios.
Portanto, através desses conhecimentos adquiridos, interessante se faz observar que a análise da gestão escolar seja uma realidade e a auto-análise a influência no aspecto educacional. Até porque, mesmo com o bom trabalho desenvolvido sempre existirá uma distância da verdadeira escola-modelo, onde essa mesma interaja com a comunidade, os profissionais da Educação, e principalmente o aluno, embasada numa filosofia que corresponda à realidade do aluno com enfoque na dinamização do ensino-aprendizagem sem as interferências de toda ordem.
Mas, alguns aspectos necessitam ser revistos em relação ao convívio interpessoal, no resgate do bom relacionamento, do companheirismo, e na possibilidade de se trabalhar as habilidades de todos os membros da escola. A reorientação das famílias é outro fator fundamental para que a gestão descubra seu papel primordial no grupo social de modo cooperativo, sendo este o ideal de verdadeiro educador.
É importante, também, a inserção de uma gestão participativa que anule o discurso ideológico. Uma vez que de todos os segmentos escolares sobre o valor da democracia, o perfil do gestor, é o que está suscetível às críticas face às ações diárias que propõem uma visão mais próxima da realidade. A isto se atribui a falta de conhecimento de alguns agentes e educadores quanto ao verdadeiro significado da palavra “gestão”, e da verdadeira dimensão que isso implica dentro do universo escolar.
Uma vez observado a diversidade de idéias, opiniões e sugestões, o gestor (a) escolar deve renunciar quaisquer atos de egocentrismo, insegurança e insatisfação que venha a ser disseminado como “mal” aos seus subordinados, alunos, pais e comunidade como um todo inserida nesse contexto.
Neste caso o diretor (a) precisa ter clareza de que sua efetiva presença deverá estar voltada para os objetivos comuns e sua postura pautada na transparência de ações, uma vez que o mesmo organiza e gerencia todas as atividades da escola, evidentemente auxiliado pelos demais componentes.
É importante que o diretor tenha a absoluta convicção da sua responsabilidade, estando, pois, apto a novos e constantes desafios sendo o sujeito vigilante e atuante na promoção de momentos de reflexão, estando aberto ao diálogo e, principalmente procurando estabelecer um conjunto de metas factíveis com a participação dos envolvidos para que a Educação de fato seja globalizada, qualitativa, humanizadora, reflexiva e formadora.

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Estes textos destinam-se a educadores que buscam relacionar a teoria e a prática, tendo como objetivo principal fazer a diferença no contexto escolar, envolvendo o comprometimento e a ética profissional.
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